História Desperta

A História desperta
Fundada como um posto de troca comercial pelos Holandeses em 1624. O local foi chamado de Nova Amsterdã até 1664, quando a colônia ficou sob controle Inglês. Nova York foi a capital dos Estados Unidos de 1785 até 1790, sendo a maior cidade do país desde então.
A história desperta de Nova York é uma concha de retalhos de relatos e documentos esparsos, o que se segue trata-se do conhecimento comum, e não a verdade absoluta sobre todos os fatos que envolvem os despertos. 

Primeiros relatos  
Os primeiros relatos e documentos de atividade desperta na cidade vem com a primeira leva de judeus na cidade, a cabala Fraternidade dos Filhos de Sião era afiliada a Escada de Prata e as primeiras famílias judias a se instalarem na cidade. A cabala seguia a tradição da magia cabalística e patrocinou muitos judeus, fundou a primeira sinagoga da cidade, a primeira liga de comerciantes e, segundo as lendas, também foi a fundadora da primeira loja maçônica de Nova York. A Fraternidade e a Escada de Prata, cresceram em força e poder a medida que a cidade ia crescendo, em especial devido a sua importância geográfica para o transporte de mercadorias. Atuando através das lojas maçônicas controlavam o fluxo de dinheiro da cidade, formando cartéis comerciais, controlando associações de trabalhadores e fundando bancos e outras instituições financeiras. Logo a Fraternidade estabelece uma bandeira para as ordens Atlantes no Novo Mundo e fariam de tudo para que esta nova terra permanecesse nas mãos do Pentáculo.

Consilium da Nova Terra  
o momento de maior agitação, e em que houve o maior aporte de despertos na cidade, ocorre quando a cidade se põe como principal quartel general da resistência americana contra os ingleses na guerra pela independência. Os relatos mais comuns sobre essa época pintam uma Nova York agitada e amedrontada pela guerra e pela possibilidade de invasão pelos ingleses. Aqui os lideres da resistência, entre eles o general George Washigtom e Benjamin Franklin, reuniam seus soldados e capitães para organizar a resistência. A Escada de Prata patrocinava a resistência e seus ideais iluministas, e as lojas maçônicas controladas pela Fraternidade entraram de cabeça no conflito, pois sabiam o que esperavam dos ingleses e seus mestres Profetas do Trono Superno. Outras ordens que também engrossavam as fileiras da resistência, em especial o Concílio Livre e seus libertistas revolucionários, muitos dos quais apreciavam os ideais iluministas da maçonaria. A Seta Adamantina com seus poderosos mosquetes e canhões, e os assassinos e espiões entre os Guardiões do Véu. Mas também sabe-se da participação de outros despertos misteriosos, que desconfia-se serem agentes secretos dos Profetas do Trono Superno ou até mesmo agentes duplos dos Guardiões do Véu, e até mesmo de outras criaturas sobrenaturais. A conspiração era de tamanha magnitude que nem mesmo seus conspiradores sabiam traçar um quadro hierárquico de quem a compunha.
Finalmente após a declaração de independência a Escada de Prata e Fraternidade colocam-se como líderes do Consilium na cidade, o diácono da Ordem e líder da cabala assume a posição de Hierarca e começa a organizar o consilium no que eles acreditavam ser um novo começo para os despertos. A cabala, que possuía grande influência entre os Maçons, funda as lojas do Grande Oriente, e começam a criar os preceitos e a lei da nova nação escritas pelas hábeis mãos de seus mestres, baseados em conselhos iluminados de seus mestres na Escada de Prata e nas ordens Atlantes. O Consilium da Nova Terra se mantinha fiel a causa da nova nação, prometendo imbuir ideais supernos em seus ensinamentos e leis, uma nação onde os despertos deveriam ser o exemplo para os lideres dos adormecidos.
E durante algum tempo as Ordens prosperaram. Acompanhando o crescimento da cidade as ordens estabeleceram oratórios e sacrários pela cidade, estabelecendo relações e comercio intensos. Todas as ordens se fortaleceram nesse período e por algum tempo todos acreditaram que em fim a esperança tinha se instalado.

Guerras do Compasso


Desfile Maçom durante as guerras do compasso.

Mas como toda utopia mágica o consilium original de Nova York se corrompeu assim como o mundo decaído corrompeu o mundo Superno na destruição da escada celestial. Os boatos e rumores começam em 1823 quando uma cabala de Guardiões do Véu que mantinham influências com algumas lojas maçônicas do ocidente, não gostou de serem postos de lado por seus colegas do Oriente ao escrever os preceitos da nova lei da nação. E então começam a espionar seus líderes, é quando uma guarnição de confederados ligadas as lojas do Ocidente interceptam um mensageiro que acabara de sair de uma reunião na sede do Grandi Templis Orienti, em Manhattan, Nova York. De posse do mensageiro encontram uma série de cartas endereçadas a membros do alto escalão das lojas maçônicas do Oriente que também eram figuras de grande poder na sociedade adormecida, como senadores, industriais, militares de alta patente, mega investidores e donos de instituições bancárias. Os documentos ficaram conhecidos posteriormente como os Protocolos dos Sábios de Sião, uma coletânea de ordens e recomendações da Fraternidade dos Filhos de Sião para seus peões nas muitas lojas maçônicas do grande oriente, uma agenda onde conclamam lenta e gradual revolução mundial para que o mundo decaído seja tomado pela glória do Grande Arquiteto do Universo através de uma hegemonia militar, econômica e social gerada pela guerra e pela escravidão completa do cidadão comum, vulgarmente chamado de gentis pelos Maçons.
Os Guardiões do Véu, que pleiteavam o controle de várias lojas maçônicas do ocidente, então levam o documento até o consilium em Manhattan e exigem uma retratação por parte de Hierarca e do Conselho dirigente. A resposta mudaria os despertos para sempre. O hierarca revela sua verdadeira face, assim como muitos outros conselheiros, e atacam os Guardiões do Véu, e dão início a uma perseguição desenfreada as ordens atlantes. Agora a fraternidade dos Filhos de Sião renasce como os Profetas de Sião, e alistam-se nas fileiras dos Profetas do Trono Superno.
A guerra se alastrou entre as ordens e os Profetas de Sião causando baixas terríveis entre os magos das ordens do Pentáculo. A guerra acompanhava os conflitos adormecidos na cidade desde a guerra civil até as guerras das gangues que causaram o grande incêndio de Nova York. No submundo ocultista da cidade as lojas maçônicas do ocidente e do grande oriente estavam em guerra franca, alistando outras sociedades, como os Templários e Rosa Cruz, para a guerra que ficou conhecida como as Guerras do Compasso, que durou desde a guerra civil em (...) até pouco antes da queda da bolsa em 1929

Despertar da Maré Abissal
A guerra culminou com uma batalha épica entre os Profetas de Sião e as demais Ordens da cidade na ilha de Manhattan, segundo os relatos o paradoxo gerado foi tamanho que abriu-se uma fissura no mundo decaído deixando que o abismo “vazasse” para o mundo decaído causando o fenômeno conhecido com a Maré Abissal. A maioria dos magos da cidade foram destruídos ou desapareceram na tempestade que seguiu-se depois, a Escada de Prata praticamente desapareceu, com a traição da Fraternidade dos Filhos de Sião a ordem se fragmentou, restando apenas três magos com a responsabilidade de manter as tradições da ordem. Os Guardiões do Véu foram praticamente exterminados e as lojas maçônicas do ocidente foram incorporadas pelo Grande Oriente. Os Profetas de Sião desapareceram desde então, muitos acreditam que eles ainda operam no centro de Manhattan no prédio da ONU, onde sabe-se que se esconde uma poderosa entidade espiritual na sombra da ilha.

A Convenção do Abismo
Logo após o aparecimento da Maré Abissal os sobreviventes despertos das guerras do Compasso convocam uma Convenção conclamando todos os despertos do pentáculo da região para discutir uma maneira de refrear a onda paradoxal que se originava do centro de Manhattan. 
Pedra de Gilgamesh
Quatro cabalas, contendo magos de todas as ordens e sendas, comparecem a convenção. O consilium atual se forma a partir dessa reunião, quando o que restou do pentáculo se reuni para criar as bases do Consilium, formalizar o juramento em que todos aqueles que se comprometessem com o objetivo de refrear o abismo e proteger os adormecidos dos falsos deuses e de seus servos; os Profetas do Trono Superno. Formalizar a Lex Mágica, as leis que imperam sobre os despertos da cidade.
Os Três magos que restaram da Escada de Prata, um mago da senda Obrimos mestre do primórdio e dois de seus discípulos, formam uma nova cabala e se batizam como Sentinelas do Abismo, juram encontrar um meio de refrear a onda de paradoxo a qualquer custo. Eles encontram apoio de outros despertos da convenção, Amir Alkafada, um misterioso mago árabe da senda Mastigos dos Guardiões do Véu, e sua cabala de magos serpentinos formam a cabala Olho da Esfinge, juram proteger o consilium e preservar a lei do sigilo, atuando como polícia e guerreiros para o Consilium e seus objetivos, detendo direitos de averiguação de todos oratórios e sacrários das cabalas sob o consilium. Libertários sobreviventes das guerras do compasso se unem e formam a cabala Liberta Infinitas comprometidos no combate aos Profetas do Trono Superno e na proteção dos direitos de liberdade dos adormecidos, formando a base do Concilio Livre na cidade. Por fim os veteranos e remanescentes das guerras civil ou que desejam servir ao Consilium como guerreiros e protetores se uniram a Chama Adamantina da Seta Adamantina e a seu líder o general Thomas Buckler.   
Fica decidido pelas cabalas participantes da convenção a estrutura da hierarquia do Consilium de Nova York. Abraham Preston, líder da cabala da Sentinelas do Abismo e diácono nominal da Escada de Prata, assume o posto de Hierarca do Consilium, seus conselheiros são magos das três demais cabalas, Olho da Esfinge, Liberta Infinitas e a Chama Adamantina, representando as ordens Guardiões do Véu, Concilio Livre  e Seta Adamantina respectivamente.

Demanda Abissal               
Após intensas pesquisas mágicas um grupo de despertos é destacado numa busca espiritual para encontrar um artefato lendário. Uma cabala do Mysterium conhecida como a Ordem do Livro Superno através de um convite por parte dos Guardiões do Véu, empreendem uma pesquisa com a cabala Olho da Esfinge e encontram relatos de um fenômeno parecido com o que acomete a cidade em uma antiga cidade do império da Babilônia, atual território Iraniano, também acreditam ter encontrado as coordenadas da cidade. Eles reivindicam recursos do Consilium para sair em uma busca para encontrar respostas.
Junto com o misterioso mago da senda Moroi dos Guardiões do Véu, o Hierarca e membros do Mysterium embarcam numa busca pelas profundezas do mundo espiritual, percorrendo sendas estranhas que os levam até as margens de um templo de pedra negra. Lá eles percorrem um corredor com infinitas portas que levam a inúmeros destinos, eras e mundos, e nesta viagem encontram um artefato nos subterrâneos espirituais do abismo que proporciona poder suficiente para refrear o poderoso paradoxo, mas há um preço, um preço que nunca foi revelado por nenhum dos viajantes.

Retorno a cidade
   Passam-se três anos desde que a expedição partira. O Hierarca deixara seus discípulos no comando do Consilium e na difícil tarefa de unir os despertos contra as forças do paradoxo. Quando retorna a cidade a expedição conta apenas com o Hierarca, o mago Moroi e apenas um sobrevivente do Mysterium, um mago da senda Thyrsus. E encontram uma cidade a beira do colapso. A onda de paradoxo se alastrou por toda a ilha de Manhattan, muitos dos sacrários e oratórios tinham sido perdidos para as forças do abismo, seu manancial de mana sugados como a luz num buraco negro, e ainda haviam os rivais e rebeldes que na ausência de seus lideres se voltaram contra o Consilium e seus lideres, usando indevidamente a magia e fortalecendo ainda mais a força da origem do paradoxo; o Abismo.
      Assim que toma conhecimen- to da situação o Hierarca convoca uma nova Convenção, onde apresenta a solução para conter a onda de paradoxo. Ele apresenta o artefato encontrado na expedição sob o juramento de silencio de todos na convenção de nunca revelar o conteúdo da reunião nem a natureza do achado a ninguém de fora da convenção. O artefato trata-se de uma pedra negra de cerca de dois metros de altura adornada com afrescos sumérios contendo instruções de um feitiço na língua sublime, a língua natal Atlante. O artefato é conhecido como a Placa de Gilgamesh.
      Mas para que o feitiço pudesse ter êxito todos os magos teriam de fazer um sacrifício extraordinário em mana, cada desperto do consilium deveria doar uma pedra de sua alma e parte do poder de seus sacrários, já exauridos pelo abismo. Aqueles que não estivessem de acordo com os termos deveriam partir imediatamente da cidade, pois já não eram bem vindos.
      Membros de todas as ordens atlantes concordam em doar parte do poder de seus sacrários e de suas pedras da alma para a formação do feitiço de proteção maciço contra o abismo, com exceção do Concílio Livre e seus representantes na cabala Liberta Infinitas, que saíram da convenção sem dar satisfação.

História recente
     Desde de que as proteções mágicas foram erguidas em 1930, poucas violações sérias causaram problemas para o consilium e que oferecesse perigo direto aos Obeliscos e as proteções mágicas. Em 1932 o Concílio Livre declara não mais reconhecer o Consilium como autoridade desperta máxima na cidade, com a declaração de independência, no entanto também não declaram-se como inimigos. Ordem renegada não causa problemas ao Consilium, e parece policiar seus próprios membros, e por isso mesmo o Consilium não hostiliza imediatamente com os rebeldes.
      Em 1963 falece o hierarca Abraham Preston aos 97 anos de idade, após sua morte seu discípulo mais experiente, o padre Maximilian Cratos da senda Obrimos filiado a Escada de Prata, assume a cadeira de Hierarca prometendo seguir o legado de seu mestre e impor a Lex Mágica com vigor na proteção de todos os despertos contra as forças abissais. Em seu primeiro decreto indica a desperta Angelina Mikaelis, da senda Obrimos filiada a Seta Adamantina, como Membro do Conselho Dirigente. Sua responsabilidade seria de combater inimigos externos e internos do Consilium. Essa atitude deixou o conselheiro dos Guardiões do Véu, o Mastigos Abidul Lakash, furioso ao destituir os Guardiões do Véu de suas responsabilidades sagradas, o que gerou um desconforto entre os Guardiões do Véu e o Consilium que dura até hoje.     
      Em 1967 uma cabala chamada Andarilhos Celestes composta por magos das sendas Thyrsus e Acanthus reivindicam, para um Consilium pasmo, o Central Park como seu território. Gargalhadas e deboches são a resposta de muitos conselheiros, e uma afronta ao ouvidos do hierarca Maximilian Cratos. O Hierarca ironiza a cabala recém-chegada alegando que isso poderia comprometer as proteções contra o abismo, acabando com o trabalho de vidas e almas de muitos despertos, proibindo veementemente a estadia da cabala em Manhattan e cobrando seu quinhão em Mana, assim como rege a tradição sobre todos os despertos de Nova York.
      Os Andarilhos se despedem furiosos com o Consilium, lançando maldições aos ventos, declarando que não foram até o consilium pedir permissão, estavam apenas informando um fato, e que de fato já tinham fundado seu oratório no parque, e que seriam hostis aqueles que não pedissem permissão ao invadir seus territórios. Os magos do Consilium descobriram da pior maneira que eles falavam sério, pois ao tentarem atacar a cabala e capturá-los atestaram que os mesmos possuíam aliados entre os lincantropos que aparentemente também faziam do parque seu território e faziam frente a várias cabalas juntas. Protegidos pela cortina de sombras da Ilha, os Andarilhos continuaram intocáveis, anos mais tarde o Concílio Livre se aproxima dos magos e os convidam a fazer parte de sua Ordem, o convite é aceito pelos Andarilhos Celestes que engrossam a resistência ao Consilium.
                Em 1990, ano corrente da primeira história da crônica, o consilium permanece inalterável, o Hierarca Maximilian Cratos lidera com o apoio da maioria dos conselheiros, e impõe rédeas ferinas aos despertos da cidade e a expressão de sua arte. Talvez a única resistência interna no consilium ao hierarca seja o Conselheiro Abidul Lakash representante dos Guardiões do Véu e líder da Cabala Olho da Esfinge, mas mesmo assim ainda não é páreo para a aliança entre o Hierarca e seus conselheiros aliados. O Concílio Livre é outra resistência ao Consilium, mas até então não fizeram nenhuma jogada ou movimentação que os acusasse de algum crime ou de conspirar contra o Conselho Dirigente, sabe-se de rumores de cabalas ligadas ao conselho tendo encontros secretos com Magos dos Guardiões do Véu e do Mysterium, mas até então tais informações não passam de boatos sem comprovação.